domingo, 13 de setembro de 2009

Flores de Ruanda


http://www.floresderuanda.com/ruanda/rwanda-genocide-film

Um dos momentos significativos, entre muitos, da XXXVI Jornada Internacional de Cinema da Bahia. Por um mundo mais humano. De 10 a 17 de setembro de 2009. Evento em realização em quatro pontos de exibição: Espaço Glauber Rocha, Sala Walter da Silveira, ICBA e Hotel Victoria Marina. Inquietante, provocador. Este ano traz como temática Euclides da Cunha e sua obra "Os Sertões".

7 comentários:

Stela B. de Almeida disse...

O genocídio é um tema que tem sido pouco enfrentado com a intensidade que merece no debate político mundial. O filme Hotel Ruanda o faz mostrando as atrocidades e extermínio de etnias com a cumplicidade e inteira ausência de organismos internacionais pela defesa da paz. O documentário Flores de Ruanda provoca, no sentido que aponta um debate: como conviver com os algozes, êles, seus próprios irmãos ancestrais?

Jonga Olivieri disse...

Muito interessante esta Jornada de Cinema Internacional da Bahia.
Pena que estive aí em 1982, quando a considerar estar na sua 36ª edição, ela já existia.
O fato é que não a conheço e é pouco difundida aqui no Rio de Janeiro. O filme sobre Ruanda deve mostrar a densidade da miséria quartomundista de África, a julgar pela cena ilustrativa desta postagem.

Stela B. de Almeida disse...

É verdade, as imagens do documentário de David Muñoz demonstram as contradições e complexidades da população de Ruanda em conviver com os seus algozes, oriundos das etnias tutsis e huitu que foram vitimados por um verdadeiro massacre sem que os organismos internacionais operando na região impedissem ou sequer evitassem o genocídio. A História de Ruanda, país da Àfrica cujos limites ao norte de faz com a Tanzania e ao sul com a República Democrática do Congo é revisitada pelos filmes Hotel Ruanda ( que apresenta o massacre) e neste documentário ( Flores de Ruanda) volta-se para os depoimentos de integrantes dessas etnias que enfrentam as dificuldades de conviver com seus irmãos de sangue que os vitimaram.
Desculpe Jonga, abreviei uma história complexa em uma imagem, provocada mais pela indignação da barbaridade e por acreditar que as imagens, já disseram, valem mil palavras.

Jonga Olivieri disse...

Pois acredite, Stela, aquela imagem falou muito, tocou muito, disse tudo mesmo!

Stela B. de Almeida disse...

O site da Jornada de Cinema indica como filme premiado: Minami em Close-Up. A Boca em Revista. Pelos aplausos após a exibição percebia-se já que era preferido. Penso que a questão do genocídio passou sem merecer a devida atenção, mais uma vez a África continua um continente esquecido. Ruanda sem muito significado para muitos. Lamentável.

Stela B. de Almeida disse...

Atacho a seguir e-mail recebido por considerar importante ouvir quem pesquisa, estuda e tem a dizer sobre o tema.

Vale insistir como voce o faz com Ruanda uma tragedia que nao é passado. Ha dois anos estive em um congresso internacional sobre migracoes internacionais com chefes de estado do mundo, e alguns, a maioria africanos, declararam que houve exagero no que se noticiou. As imagens nao deixam tal mentira persistir, obrigada e divulgue, ab, Mary

Stela B. de Almeida disse...

Se as imagens falsificaram a tragédia cabe discutir a quem interessa produzi-las, sim, mas não cabe negar que houve um massacre e que milhares de africanos foram vitimados.