sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Sessão Especial de NHÁ FALA.


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3 comentários:

Anônimo disse...

NHA FALA, que tem como epítome: minha voz,meu destino,minha vida, meu caminho, é uma exercício de reflexão sobre o passado e as idéias para o futuro de um povo.O personagem Vita , vivido pela bela Fatou N'Diaye, torna-se cantora de sucesso na Europa e retorna para reencontrar o seu passado.
O diretor Flora Gomes é o mais importante realizador do cinema africano de língua portuguesa.
Tão importante que foi personagem de um documentário: "Flora Gomes, identificação de um país", da cineasta Maria João Rocha.
O filme mais do que tudo mostra as cores e a paisagem da África ao som de Manu Dibango, em imagens inesquecíveis.
Getúlio

Jonga Olivieri disse...

Queria conhecer melhor o cinema africano, especialmente o de nossos sofridos irmãos de língua lusitana*...
Hoje, André Setaro, sempre um incentivador da cultura na Bahia publicou uma postagem sobre este acontecimento...
Saravá, amiga Stela!

(*) Se bem que a língua portuguesa, na maioria deles é apenas "oficial". Na verdade os dialetos ainda predominam devido ao analfabetismo que assola estes países que a colonização portuguesa destruiu.

Stela B. de Almeida disse...

Como sei que você conheçe muito de cinema vou transcrever trechos do Jornal da Jornada da Bahia que teve a honra de exibir pela primeira vez no Brasil o filme NHÁ FALA.
Abro as devidas aspas:

"Flora Gomes, o mais importante realizador do cinema africano, desde seu primeiro longa-metragem, Mortu Nega, sobre a luta da independencia na Guiné Bissau, sempre esteve preocupado em mostrar a realidade de seu país através dos seus filmes(...) O cinema moçambicano é um registro das imagens de um país em construção. Se em umprimeiro momento as imagens tinham um papel de propaganda revolucionária, com a criação do primeiro Instituto Nacional de Cinema (INC) na África, em 1977, os diretores moçambicanos começam a formar suas primeiras esquipes técnicas e o país vive um clima efervescente na produção audiovisual. Um ano depois, Jean Luc Godard e Jean Rouche visitam o país para colaborarem com a criação de um projeto de televisão experimental e estimulam a reflexão sobre o papel do cinema na nova sociedade moaçambicana(...)"

Como sei que você sabe muito bem do valor e importância do evento que o Clube de Cinema da Bahia está promovendo, só vou lamentar que você não possa estar participando a viva voz.
Aliás, o filme, que acabo de rever, trás um interessante cartaz " ma voix, mon destin, ma vie, mon chamin" e um belo convite da encantadora Fatou N'Diaye. Além muito além, de um exercício de reflexão.