sexta-feira, 21 de agosto de 2009

Jacques Tati
























É com prazer que reproduzo a seguir a programação que a Sala Walter da Silveira coloca em cartaz esta semana. Após ter assistido em sessão inominável no multiplex do Shopping Iguatemi o "ofensivo e ultrajante" Brüno, personagem equivocado do Sacha Baron Cohen, cuja história traz um humor grosseiro que so se salva pela divertida cena final contra os preconceitos homofóbicos, é salutar apreciar o estilo divertido, poético e ingênuo do Jacques Tati. Bem-vindo.

Nota: Antes de mais nada é recomendável ler o Setaro's Blog para se ter uma idéia precisa do significado de uma sessão naquelas salas. Indescritível o absurdo nonsense rasteiro. Sem elitismo mas tudo indica que faltam princípios de base que fundamentem melhor aquela multidão de desafetos.


Programação
Dias 21 e 23 de agosto
17h30 e 20h (Não haverá sessão das 20h, no dia 21/08)
As Férias do Sr. Hulot (Les Vacances de M. Hulot, França, 1953)
Direção: Jacques Tati
Duração: 74 min.
Censura Livre
Sinopse- O desastrado Sr. Hulot sai de férias para um hotel de praia, trazendo muita confusão para o descanso dos veranistas. Mesmo assim, consegue despertar simpatia, admiração e amizade.

Dia 22 de agosto
17h30 e 20h
Meu Tio (Mon Oncle, França, 1958)
Direção: Jacques Tati
Duração: 116 min.
Censura Livre
Sinopse - Sátira do cineasta à modernidade já vigente na Paris dos anos 50, procurando mostrar a felicidade das pessoas mais simples que moram nos bairros pobres da periferia, ao contrário da pressa e do vazio daquelas mais abastadas que vivem num mundo automatizado. Monsieur Hulot, solteirão e desempregado, passa a ser admirado por seu sobrinho Gérard, justamente por estar fora dos padrões impostos pela sociedade e, em particular, pela mentalidade vigente na família do garoto.

Dia 24 de agosto
17h30 e 20h
Playtime (França, 1967)
Direção: Jacques Tati
Duração: 120 min.
Censura Livre
Sinopse - Um grupo de turistas norte-americanas chega a Paris, nos anos 60. Ali está também o hilário Mr. Hulot. Seu jeito inocente de observar as coisas acaba criando deliciosas confusões com as turistas que visitam a capital francesa. A mais cara produção de Jacques Tati. Nela, o diretor praticamente construiu uma cidade, com restaurantes, farmácia, prédios comerciais e até aeroporto.

Dia 25 de agosto
17h30 e 20h
Trafic (França, 1971)
Direção: Jacques Tati
Duração: 97 min.
Censura Livre
Sinopse - O Sr. Hulot, desenhista de um modesto fabricante de veículos, desenha um caminhão com várias inovações e decide levá-lo à Exposição Internacional do Automóvel de Amsterdã. Para isso, sobe à direção do veículo, seguido por Maria, a jovem norte-americana responsável pelas relações públicas da fábrica, num carrinho esportivo. A viagem é constantemente interrompida por um problema de gasolina, uma cadeia que arrebenta, problemas na fronteira. São tantas as confusões que o carro chega tarde demais à exposição.

Dia 26 de agosto
17h30
Carrossel da Esperança (Jour de fête, França, 1949)
Direção: Jacques Tati
Duração: 79 min.
Censura Livre
Sinopse - Uma vez por ano, uma feira traz, para o pequeno vilarejo de Sainte-Sévère, no interior da França, atrações como um cinema ambulante. Numa das sessões, François, o carteiro do local, assiste à projeção de um documentário sobre o serviço postal norte-americano e decide colocar o método em prática para fazer o correio chegar mais rápido.. Montado em sua bicicleta, se lança pelo campo com vigor.

Dia 27 de agosto
17h30
Parade (França, 1974)
Direção: Jacques Tati
Duração: 85 min.
Censura Livre
Sinopse - Já pressentindo o avanço da tecnologia digital, Tati filmou Parade quase todo em vídeo. O filme foi financiado pela televisão sueca e filmado dentro de um circo. Este, que viria a ser o último filme de Jacques Tati, mostra o protagonista na pele do Sr. Loyal, um mestre de cerimônias circense. Nele, Tati volta a dar vida aos números mímicos que ele praticava quando atuava no music-hall.

20h
Programa de curtas Jacques Tati (Entrada franca)
Soigne Ton Gauche (França, 1936)
Direção: René Clément
Duração: 12 min.
Censura Livre
Sinopse - Roger, um agricultor, sonha em ser lutador de boxe. No pátio da granja onde trabalha, ele treina exaustivamente. Mas os combates acabam por falta de adversários. Surpreendido um dia durante o transe ao simular uma vitória, é descoberto e levado ao ringue. Mas existe um problema: ele nunca lutou de verdade e ignora tudo sobre esta arte.

Escola de Carteiros (L´école des facteurs, França, 1947)
Direção: Jacques Tati
Duração: 15 min.
Censura Livre
Sinopse - Rapidez e eficiência: essa é a informação que todo carteiro recebe. A missão é simples: reduzir a duração de uma ronda para chegar a tempo ao serviço postal. Numa pequena oficina de correios de um povoado, três carteiros, entre eles François, atolados pelas ordens nasais de seu superior, fazem a divisão das cartas.

Curso Noturno (Cours du Soir, França, 1967)
Direção: Nicolas Ribowski
Duração: 30 min.
Censura Livre
Sinopse - O filme apresenta vários números clássicos de Jacques Tati. Nele, o diretor ministra curso para executivos de uma grande empresa e demonstra estar aplicando seu arguto sentido de observação também com relação a si mesmo.

13 comentários:

Anônimo disse...

Stela,
É pena que ainda não estarei ai para assistirmos alguns dos filmes na Walter da Silveira.
Fica para quando chegar, se houver algo parecido.
Beijo, Pedro

Stela B. de Almeida disse...

Pedro,
O Ciclo Jacques Tati ficará uma semana, mas a programação da SWS sempre oferece obras de valor. Lembro que assistimos clássicos notáveis em momentos que ficam na memória do presente.Mas quero compartir com você a entrevista do filósofo espanhol Jesús Martín-Barbero, na matéria Comunidades Falsificadas na FSP, hoje.Enviarei e-mail comentando, o espaço aqui não dá.Obrigada por tudo. Beijos.

Jonga Olivieri disse...

Fantástica esta retrospectiva de quem pode ser considerado um dos grandes gênios da comédia em todos os tempos.
Para além de seus trabalhos mais importantes, o Festival apresenta obras menos conhecidas e mais raras deste inesquecível Tati.
Olha que apesar de pertencer ao seu fã-clube, estes curtas e mesmo "Jour de Féte" eu não conheço, por serem obras de difícil acesso.
Pode crer, Stela, a Sala Walter da Silveira faz juz ao seu nome, pois ele (Walter) era um cavador de raridades numa época em que havia dificuldades ainda maiores para se conseguir exibi-las.

Stela B. de Almeida disse...

Jonga segue uma cena para você rememorar e descobrir o filme. O Mr.Hulot sempre com seu andar divertido e distraído não se dá conta que ao endireitar os quadros em uma sala decorada com animais empalhados aciona o cabo do guarda-chuva que acompanhará seus passos com uma pele de animal similar a lhe seguir como um espantalho. Para quem assiste a série verificará que os passos, os andares, as caminhadas, em Tati, são tratados nas mais diferentes tomadas em situações parecendo indicar que precisamos prestar muita atenção. Se em falso, não exitar tanto nos próximos, pode ser fatal.

Stela B. de Almeida disse...

Reproduzo a seguir e-mail recebido por considerar um debate de altíssima prioridade e por ser enviado por uma das consultoras deste blog (em off) que tenho na mais alta estima e consideração. Este debate está articulado com a Mostra Jacques Tati que finaliza hoje e que é imperdível.

Stela, com ou sem divergencia gosto da boa polemica, inteligente, e no seu caso sempre o é. Antes mesmo de ver que voce me enviara email com o texto de Jesus Martin Barbero, da
Universidade Javeriana, uma das mais prestigiadas da America Latina e nao so da Colombia,
busquei o texto que de fato é no ultimo Mais o que fala sobre Picasso-ambas certas. Alias o Martin Barbero é filosofo e especialista em semiotica.
Mas obrigada pelo envio, assim fica mais facil compartir com meus alunos que estudam cibercultura.
Adorei o texto, nao tive a mesma codificacao negativa sua nem concordo com o principio de que
so pode falar de algo quem vive no ambiente deste. Se nao negamos a razao, a interaçao de ideias,
o conhecimento construido por outros conhecimentos que nao o vivencial. Seria um mundo ideal que todo campones entendesse de estrutura agraria, toda mulher de feminismo e quem vive a prostituicao de se xualidade e a complexidade da compra e venda de sexo.Vou procurar outros textos de Jesus Martin Barbero, comparto com ele a ideia de que redes de
comunicacao nao necessariamente se consubstanciam em redes sociais de interaçao, organizacao
e participaçao. Comparto que a nao exposicao democratica, aberta, dialogica com o diferente
forma comunidades monotonicas, autocentradas, incapazes de serem interlocutoras com o entorno,
pois selecionam estimulos.
Concordo que é um avanço importante as TICs e suas varias modalidades, mas dai a ideia de que forma comunidades de iguais ou que substituem a reprsentacao por organizacoes,partidos e a mobilizacao presencial é de um elitismo hermetizante (desculpe o neologismo).
Concordo com a feliz lembrança de uma frase de Gramsci que uso e abuso, sobre as mudanças na sociedade, a ideia de que algo novo se forma mas que nao temos claro a sua re configuraçao, ou seja "que o v elho nao morreu e o novo nao nasceu", entao é elocubraçao dar significatos messianicos ao novo, como se o fez primeiro com a maquina a vapor, depois com a televisao e agora com a internet.
Comunicar é um grande passo e intgerefere na forma de relaçao com o mundo, na organizacao do conhecimento e na producao de ethos socializantes, mas como diz Jesus Martin Barbero nem temos mais as comunidades no sentido classico, nem necesariamente estamos encaminhando para comunidades melhores.

Nao entendi sua critica, nao li como negacao da internet, apenas cuidadoso contra profecias sobre o miraculoso desta forma de comunicacao e a ideia de que nosso medo, que como ele bem coloca cada dia é maior, va ser enfrentado e o mais importante, transformado em mundos seguros, por virtualidades.

Valeria que voce mais desenvolvesse sua critica ao artigo e como o fato de usar ou ser expert em formas virtuais, como blogs, facebooks, twitters e outros da mais con dicoes de falar de comunidades e rebater as ideias do filosofo' , vai ver é que ele e voce estao falando de comunidades em sentidos diferentes.
E muito obrigada por me chamar atençao para o texto, beijos, Mary

André Setaro disse...

Grande Stela,

Já que você tem a sensibilidade de apreciar Jacques Tai, ouso colocar aqui um artigo que escrevi para o falecido suplemento cultural de A Tarde sobre o autor de 'Mon oncle':

O verdadeiro nome de Jacques Tati é Jacques Tatischeff. Nasceu em 9 de outubro de 1907 na pequena cidade de Le Pecq, Seine-et-Oise (agora Yvelines), França, e vem a desaparecer aos 72 anos, em Paris, em 4 de novembro de 1982. Seu pai, de origem russa, apesar de rude, deu-lhe a conhecer os grandes autores, principalmente os de sua nacionalidade (Dostoievski, Tolstoi, Tchecov...), e sua mãe, francesa, ainda que uma causer instintiva, que fez povoar, com suas histórias, a imaginação do menino Tati, era, no entanto, como habitual na sua época, pessoa dedicada aos serviços do lar. A juventude, passou-a, preocupado com o rugby, do qual se tornou campeão em sua cidade. Os primeiros filmes que viu foram aqueles da estética da arte muda, pois o cinema somente viera a falar a partir de 1927. Mas, desde cedo, encantou-se com os filmes cômicos de Mack Sennett, Harold Lloyd, Max Linder, e, principalmente, de Charles Chaplin. O que mais apreciava, a pantomima, começou a desenvolvê-la ainda em casa diante do espelho.

Aos 26 anos, em 1933, dá-se a conhecer num music-hall repleto de originais números inventados por ele de pantomima esportiva. Do palco pula para o cinema, a princípio como roteirista e como ator em uma série de curtas metragens: Soigne ton gauche (1936), de René Clement (que viria a ser um competente e requisitado diretor do cinema francês - Brinquedo proibido/Jeux interdits) e L'École des facteurs (1947), entre outros. Desempenha, em filmes alheios, vários papéis, entre os quais em Adúltera (Le diable au corps, 1947), de Claude Autant Lara e, em 1949, decide realizar os seus próprios filmes, e o primeiro deles, obra de estréia no longa (antes fizera um curta: L’école des facteurs, 46), é Carrossel da esperança (Jour de fête), uma fantasia sobre as andanças de um carteiro rural. A singularidade de sua poética original já desperta a atenção da crítica especializada.

André Setaro disse...

CONTINUAÇÃO

Tati, neste filme, é François, um carteiro de uma pequena cidade que, muito prestativo, ajuda na montagem de um parque de diversões que inclui um cinema ambulante. Ainda não aparece como Monsieur Hulot com a capa inseparável e o cachimbo sempre presente, que iria personificar a partir de sua segunda obra em diante. Com o cinema ambulante instalado, o curioso carteiro assiste, nele, um documentário sobre o sistema postal mecanizado em funcionamento nos Estados Unidos e fica impressionado. Determinado a aumentar a velocidade da entrega das correspondências, inspira-se no exemplo norte-americano e, com a ajuda de sua bicicleta, consegue imprimir a seu trabalho um ritmo surpreendente. O aumento de velocidade, no entanto, vem a provocar inúmeras confusões e, delas, Tati tira o espírito de sua comédia. Que foi filmada originalmente em película colorida em 1947, mas, com um atraso de dois anos entre a produção e a exibição, foi lançada em Paris em 1949, e em preto-e-branco. Tati, em 1961, desgostoso com o resultado sem as cores, decidiu ele mesmo colori-la à mão. A restauração, contudo, somente aconteceu mais de dez anos depois de sua morte, em 1995, tal como o cineasta a planejara. Jour de fête não tem diálogos, apenas música e efeitos sonoros. No elenco, além de Tati, Guy Decomble, Paul Frankeur, Santa Relli. O roteiro, escrito pelo autor e pelo colaborador Henri Marquet. Carrossel da esperança restaurado chegou a ser exibido em Salvador numa sala alternativa, que ficou às moscas durante a semana de sua projeção.

André Setaro disse...

As férias do Sr. Hulot (Les vacances de Monsieur Hulot, 1953), no entanto, foi o filme que o consagrou. Brilhante sátira do conformismo e da mediocridade dos veranistas franceses, apresenta pela primeira vez o personagem Monsieur Hulot, indivíduo ingênuo e inquietante criado com notável fantasia poética, que se converteu no descendente direto de Max Linder e, sobretudo, de Buster Keaton. Monsieur Hulot vai passar as férias numa pequena praia bretã, onde corteja, de muito longe, uma jovem (Michèlle Rolla). Entre as cenas mais engraçadas, estão aquelas que apresentam Hulot, cachimbo na boca, a dirigir seu carrinho Hamilcar modelo 1924; a sua chegada a uma pensão familiar, que provoca estranhezas; seu quarto sob o teto; a canoa desmontável que se infla no mar; a irrupção de Hulot, de carro, num cemitério, durante um enterro; o baile de máscara onde, fantasiado de corsário, corteja timidamente uma moça; Hulot, perseguido pelos cachorros, refugia-se numa cabana e causa uma explosão de fotos de artifício; o fim melancólico das férias.

O historiador francês Georges Sadoul fez observar, em seu imprescindível Dicionário de Cinema (L&PM), que "a trilha sonora, muito bem cuidada, foi ainda mais aperfeiçoada na nova versão de 1961. As palavras em Les vacances de Monsieur Hulot são encaradas como ruídos, e o seu sentido direto quase que não tem importância, pois o herói pronuncia apenas uma única: Hulot"

André Setaro disse...

Grande Prêmio da Crítica Internacional do Festival de Cannes em 1953, Les vacances de Monsieur Hulot surpreendeu, pela sua singularidade poética, pela maneira original de apresentar com graça as situações cômicas, pela sátira devastadora, os mais importantes críticos que estavam presentes ao evento. André Bazin, considerado um dos mais respeitados exegetas cinematográficos de todos os tempos, chegou a exclamar: "Trata-se não só da obra cômica mais importante do cinema mundial desde os Irmãos Marx e W. C. Fields, mas de um acontecimento na história do cinema falado." E Geneviève Agel acrescentou: "Mais tarde, virá a dizer-se antes ou depois de Hulot". O filme, durante os anos 50 e 60, foi presença constante nas programações dos cineclubes pelo Brasil afora e recebeu críticas elogiosas dos grandes ensaístas brasileiros, a exemplo do que escreveu Paulo Emílio Salles Gomes (Suplemento Cultural do Estado de São Paulo), Francisco Luiz de Almedia Salles, Alex Viany, Walter da Silveira, entre outros.

André Setaro disse...

Este último, num ensaio publicado em Fronteiras do cinema (Tempo Brasileiro, 1966), destacou a estética tatiana num trecho de seu copioso escrito sobre o cômico: "Para realçar sua concepção moral sobre os inúteis e os transitórios que se esforçam por uma sobrevivência a que não têm direito, Tati utiliza, ao modo de Chaplin, um mínimo de primeiros planos e de movimentos de câmera: bastam-lhe os planos médios fixos. E tão mordaz se apresenta neste agudo despojamento técnico que, além de não se importar com uma boa continuidade aparente, passando de uma seqüência para outra com fusões ou cortes que pareceriam primitivos aos menos avisados, ainda insiste, numa ironia quase gratuita num temperamento tão simplificador, em mover a câmera com o ar desajeitado de um automóvel que, mal conduzido, se aproximasse de outro".

Cinco anos se passaram entre Les vacances de Monsieur Hulot e Mon oncle (Meu tio, 1958), que está a se comemorar os cinqüenta anos de sua realização. Jacques Tati é um realizador de poucos filmes por duas razões: gostava de elaborá-los, pacientemente, a fazer e a desfazer roteiros, tendo, como conseqüência, uma depuração expressiva cada vez maior, e não era fácil arranjar recursos para a produção deles. Engenhosa sátira à sociedade moderna, que amplia a visão satírica do filme precedente, sociedade moderna vítima de um maquinismo e de um funcionalismo cujas possibilidades não soube explorar, Mon oncle seria a quintessência do universo ficcional tatiano se dez anos depois não fizesse Playtime (1965/1967), talvez a sua obra-prima.

O TEXTO ESTÁ INCOMPLETO

Stela B. de Almeida disse...

Caro André, um primor a Mostra Jacques Tati. Assisti quase toda a programação e seria valioso permitir que os cinéfilos que a assistiram tivessem acesso ao texto que você envia-me, completo. Vou sugerir ao responsável pela programação ( tomara que goste desta idéia) que inclua em cada mostra textos que ampliem as referências da obra, isso permite maior intercâmbio e apreciação da filmografia. O último filme do Tati, Parade, deveria ser incluído nos currículos escolares para que os jovens pudessem perceber sempre o valor do humor, da brincadeira que diverte e da crítica inteligente. Envie-me o texto completo para meu e-mail, gostaria de partilhar com alguns amigos.

André Setaro disse...

Fiquei meio constrangido ao publicar, aqui, nesta página de comentários, um texto tão quilométrico. Poderia enfastiar os seus queridos leitores. Além do que, a página, como o próprio nome já o diz, é para comentários. Mas a vontade de compartilhar Monsieur Hulot foi mais forte. Vou lhe enviar por e-mail na sua integridade original, ainda que faltam dois ou três parágrafos apenas no que aqui saiu.

Stela B. de Almeida disse...

Os poucos e raros leitores deste blog não se enfastiam com textos inteligentes e sensíveis. Bem vindo, vou reenviar hoje mesmo para o além blog. Gracias.