segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009






AFOXÉ FILHOS DE GANDHY
( 1949- )
Sessenta anos de História do Carnaval. Salvador-Bahia.

8 comentários:

André Setaro disse...

Desde jovem, "Os filhos de Gandhy" me impressionaram pelas suas indumentárias brancas, que davam a impressão de uma serpente alva a desfilar pela avenida. Longa vida para este "afoxé", um dos poucos remanescentes da beleza do Carnaval do pretérito.

Stela B. de Almeida disse...

Filhos de Gandhi, badauê
Tem um mistério que bate no coração
Força de uma canção
Que tem o dom de encantar
Seu brilho parece um sol derramado
Um céu prateado, um mar de estrelas
Revela a leveza de um povo sofrido
De rara beleza que vive cantando
Profunda grandeza
A sua riqueza vem lá do passado
De lá do congado
Eu tenho certeza
Filhas de Gandhi, ê povo grande
Netos de Gandhi, povo de Zâmbi
Traz pra você um novo sonho ijexá


Um lembrança especial de rara beleza desfilando na avenida, caro André Setaro.

Stela B. de Almeida disse...

A Tarde publicou hoje dois importantes artigos sobre o carnaval. Neles percebe-se resgate dos traços de uma tradição secular. O primeiro, artigo do antropólogo Antonio Godi, revela a importância e significado do Afoxé, seu significado e aspectos estéticos-religiosos.
O outro artigo, uma crítica ácida do jornalista Fernando Conceição, mostra o lado perverso de uma tradição escravocrata.
Sem maniqueísmos, duas visões históricas que revelam faces de uma tradição que se modernizou e que enfrenta os "nossos contrastes".
O Setaro's Blog publica na integra o artigo Alegria e Indigência, do jornalista.

Jonga Olivieri disse...

Afinal, tem que sobreviver algo de autêntico e original em todo o massacre cultural... de que todos somos vítimas.

Zazo Guerra disse...

Muito boa a foto. Pena que não tenha o crédito do autor. Quanto aos filhos de Gandy não posso falar muito pois não sei nada sobre eles, a não ser que formam um tapete branco quando passam pela avenida. Vou procurar me informar. Beijos

Stela B. de Almeida disse...

Zazo querido,
Sei que você não é folião e sequer aparece no circuito, mas gostei de saber que vc. esteve neste espaço de rascunhos e anotações. Foi uma honra. A foto, concordo com você, requer legenda e crédito, como precioso documento de registro de memórias. Esta, especificamente, faz parte de arquivos de jornais impressos divulgada na internet, autor anônimo. Como sei que você além de arquiteto é um cuidadoso fotógrafo, adoraria ter acesso às suas imagens realcionadas aos assuntos deste blog. Aliás, há duas delas em destaque especial na minha sala de visitas, juntamente a de Sebastião Salgado. Viu, viu, como te amo?
Um abraço grandão,
Stela

Stela B. de Almeida disse...

Ainda sobre carnaval, imperdível ler Paulo Costa Lima em Terra Magazine. Aí vai o texto:

Colocando Descartes no meio da Timbalada ou melhor, da Mudança do Garcia, no dia certo, ouviríamos uma variante nada ortodoxa da célebre máxima. Ele nos diria: rebolo, logo existo. O rebolado é condição do sujeito, significa literalmente girar sobre si próprio. Re-bola, bola duas vezes: jogo de cintura, se quiserem.
A Mudança do Garcia é uma das manifestações mais díspares e legítimas do Carnaval da Bahia. Sempre na 2ª feira de carnaval, alguns milhares de pessoas saem pelas ruas acompanhando carroças com muita folhagem, gente fantasiada, batucadas refinadas, e um tom geral de anarquia e protesto. Vale tudo!

Stela B. de Almeida disse...

o texto na íntegra pode ser lido em: http://terramagazine.terra.com.br/ultimas/0,,EI8214-SUM,00.html