terça-feira, 27 de março de 2012

Documentários de Carlos Pronzato

Lançamento de Documentários de Carlos Pronzato

Numa promoção do Centro Cultural de Eldorado dos Carajás com o apoio de várias entidades serão lançados em Goiânia, com a participação do diretor, três documentários de interesse de todos que querem conhecer a verdade sobre determinados acontecimentos.

O Diretor:
Carlos Pronzato (Buenos Aires, 1959) é escritor, cineasta, teatrólogo e ativista social, formado em direção teatral pela Universidade Federal da Bahia - UFBA (1993) com pós-graduação/especialização em teoria do teatro: a cena contemporânea pela UFRGS (2002). Morou em Buenos Aires até 1982, onde estudou no Colégio Nacional de Buenos Aires, o mais tradicional do país, realizou estudos de teatro e foi assistente em filmes de ficção da indústria cinematográfica argentina, quando partiu numa longa viagem de conhecimento pela América Latina, desempenhando os mais diversos ofícios, percorrendo-a de norte a sul e de leste ao oeste e que concluiu em 1989, em Salvador da Bahia. Na Bahia participou da criação de inúmeros grupos e eventos culturais (Encontros Latino-Americanos de Literatura; Bairro Latino; Latina poesia; Quintas do Tango, etc.) dirigiu inúmeras peças teatrais, publicou livros de teatro, poesia e contos retomando, ainda, sua atividade de cineasta, tornando a percorrer diversos países do continente, registrando as lutas dos povos latino-americanos em documentários de ampla difusão em muitos países e inclusive na Europa. Dentre estes se destacam: CARABINA M2. UN ARMA AMERICANA. EL CHE EN BOLIVIA, Madres da Plaza de Mayo, Bolívia, la Guerra del agua, La rebelion pinguina, os estudiantes secundarios de Chile contra el sistema; Buscando a Salvador Allende. (Todos com legenda em português).
Entre outros prêmios, em 2009 recebeu na Itália o Prêmio Roberto Rossellini pelo seu filme sobre as Mães da Praça de Maio.
Para conhecer mais sobre o diretor http://www.lamestizaaudiovisual.blogspot.com

quinta-feira, 1 de março de 2012

Documentário de Carlos Pronzato



























Nota: Cartaz enviado pelo cineasta Carlos Pronzato sobre Ocupação Pinheirinho. Para mais informação, consultar o enderêço http://solidariedadepinheirinho.blogspot.com/


A Ocupação Pinheirinho completou oito anos no dia 26 de fevereiro. Antes da violenta ação que resultou na expulsão das famílias há um mês, a área servia de abrigo para cerca de 9 mil moradores. Mesmo sem qualquer estrutura garantida pelo poder público, as famílias construíram suas próprias casas, igrejas e pontos comerciais.

A área só foi ocupada em razão do déficit habitacional crítico existente em São José dos Campos. Famílias que durante anos aguardavam na fila da CDHU decidiram, na época, transformar a área abandonada em um lugar para construírem suas casas.

Ao longo dos anos, moradores travaram-se uma dura batalha judicial que resultou na reintegração de posse determinada pela juíza da 6ª Vara Cível de São José dos Campos, Márcia Loureiro.

“Apesar da reintegração de posse, os moradores não desistiram da luta. Mesmo a truculência da PM e o autoritarismo do prefeito Cury e da juíza Márcia Loureiro não conseguiram acabar com a unidade dos moradores. Nossa luta permanece até que cada uma das famílias consiga recuperar o direito a sua parte no Pinheirinho. Queremos que o governo federal desaproprie o Pinheirinho”, afirma Valdir Martins de Souza, o Marrom.

O Movimento Urbano dos Sem-Teto (MUST) vai realizar, no próximo sábado, dia 3, um ato-show em comemoração aos oito anos de ocupação do Pinheirinho. Mesmo depois de terem sido expulsos de suas casas, no dia 22 de janeiro, os moradores se mantêm na luta pela desapropriação da área.

O ato “Somos todos Pinheirinho” vai reunir, no Campo dos Alemães, artistas, sindicalistas, moradores e integrantes de movimentos populares. Estão programados shows do rapper GOG, Poesia Banda Soul, Preto Soul, Lurdez da Luz, Forró Nova Onda, Veja Luz, Wesley Noog e Zinho Trindade.

Também haverá uma mostra de vídeos produzidos por profissionais e amadores, que retratam a desocupação do Pinheirinho. O cineasta argentino Carlos Pronzato vai realizar, durante o ato, o lançamento do filme “Pinheirinho: tiraram minha casa, tiraram minha vida”.Toda a programação acontecerá no chamado “campão”, onde teve início a ocupação do Pinheirinho, em 2004.O “campão” fica na Avenida Adonias da Silva, no Campo dos Alemães. O ato será das 15h às

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Novas Pensatas: Ocupar Wall Street

Nota: Reproduzo, a seguir, postagem publicada em Novas Pensatas por Jonga Olivieri sobre o movimento Ocupar Wall Street. Tem destaque nesta postagem a peça publicitária evidenciada na capa da revista Adbusters. Observe-se que estão presentes argumentos do editor-chefe da revista canadense que demonstram a inteira fragilidade do governo americano. O post além de provocativo convida-nos a uma leitura da Carta Capital, revista brasileira que mantém-nos informados e atentos aos movimentos recentes que provocam mudanças fundamentais.Para consulta ao Novas Pensatas, ir ao link dos meus blogs favoritos.

Explicando “Ocupar Wall Street”

A capa da revista
Editada em Vancouver, no Canadá, a revista Adbusters, tem como objetivo desestabilizar as estruturas de poder existentes no mundo e forjar uma mudança na forma como as pessoas viverão neste século. O seu editor chefe, Kalle Lasn, garante que foi com essa certeza que a revista iniciou um movimento que promete abalar as estruturas do sistema politico estadunidense neste ano eleitoral.
Inspirado pelos acontecimentos da Primavera Árabe, Lasn e sua equipe criaram uma peça publicitária em que uma bailarina pairava sobre o touro símbolo de Wall Street. O texto fazia apenas uma pergunta: “Qual a sua exigência?” e pedia para as pessoas levarem uma barraca para o centro financeiro de Nova Iorque no dia 17 de setembro do ano passado.
A chamada catalizou a insatisfação, em especial dos jovens, com a crise econômica internacional, com a concentração de riquezas e com a influência cada vez maior das corporações sobre governos em todo o mundo. Milhares de pessoas atenderam ao pedido e ocuparam praças e outros espaços públicos nas principais capitais dos Estados Unidos e em mais de 1.500 cidades em 83 países. Lasn, um estoniano de 69 anos radicado no Canadá desde a década de 1980, ainda se surpreende ao analisar a dimensão do movimento.
Somente para complementar, alguns pequenos trechos reproduzidos abaixo, da longa entrevista exclusiva ao Opera Mundi e à Carta Maior, ele fala da decepção com o governo de Barack Obama, explica as origens do movimento, por que é contra as grandes corporações e como trabalha para criar um terceiro partido nos Estados Unidos.
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Como surgiu a ideia do Occupy Wall Street?Quando começou a acontecer a mudança de regime na Tunísia, um momento muito excitante para o ativismo em todo o mundo e especialmente para nós, que vínhamos pedindo por esse tipo de revolução há 20 anos. Depois houve no Egito uma mudança de um regime duro instigada por jovens a partir do uso das mídias sociais e que levou as pessoas às ruas para exigir mudanças. Tudo isso nos fez pensar que nos Estados Unidos também há um tipo de regime. Não é como o do Egito, mas ainda assim é um regime que tem o poder, em que as megacorporações têm o poder de controlar Washington, o coração da democracia americana (sic), e Wall Street, que têm o poder de controlar o destino econômico da América (sic). Muitos jovens nos EUA sentem que todos os aspectos de suas vidas, como o tipo de sapato que compram, a música que escutam, ou a comida que comem, são de alguma forma controladas por poucas e poderosas megacorporações. Foi assim que começamos: precisamos de uma mudança de regime suave na América (sic) e como podemos realizá-la.

O senhor se surpreendeu com a força do movimento?Sabíamos que em Nova York seria uma grande explosão, um big bang. As pessoas estavam se organizando e bastante excitadas. O movimento chegou a Chicago e depois a Los Angeles, começou a cruzar fronteiras aqui no Canadá e, em meados de outubro, de repente havia mais de mil ocupações em todo o mundo. Nós apenas ficamos boquiabertos assistindo a tudo isso na Al Jazeera.

Qual sua avaliação do governo do presidente Barack Obama?Todos acreditamos em Obama e na visão que ele apresentava. Mas assim que assumiu o poder ele começou a recuar em todas as decisões importantes que precisavam ser tomadas, como a questão dos presos em Guantánamo, a regulamentação do mercado financeiro e mesmo em relação à guerra no Afeganistão. Obama sempre ficou em cima do muro e não mostrou a ousadia que parecia ter. Ele deve ser reeleito, mas sem o apoio entusiasmado dos jovens americanos (sic). E também porque os candidatos republicanos não têm carisma, visão e parecem um bando de perdedores.

Adbusters pretende apoiar Obama, como na eleição anterior?Nós o apoiamos no passado. Ficamos tão impressionados com a visão dele sobre a direção que os EUA deveriam seguir, da política externa, mas estamos desiludidos. Este ano lutaremos pela criação de um terceiro partido nos EUA. Por muito tempo as opções políticas no país eram a Pepsi-Cola ou a Coca-Cola, os Republicanos ou os Democratas. As garrafas parecem diferentes, mas o conteúdo e o sabor são parecidos. A discussão sobre a plataforma do partido começará na Internet e se conseguirmos alguns milhões de pessoas para apoiar o novo partido faremos uma convenção. Não há qualquer chance de vencermos as próximas eleições, mas acho que podemos fazer o papel do desmancha prazer e, em quatro ou cinco anos, teríamos possibilidades reais de nos tornarmos uma nova e poderosa voz política nos EUA.

O que leva alguém que nasceu na Estônia, viveu na Austrália, Japão e se radicou no Canadá a fazer política nos Estados Unidos?Viajei muito quando tinha 20 e poucos anos. Fui à Índia, Afeganistão, Panamá e, para mim, o mundo é o mundo. Tudo está conectado e pude ver como as pessoas em alguns dos países mais pobres do mundo estavam sofrendo e levando uma vida terrível por causa da forma como o primeiro mundo tratava o terceiro mundo. Todos vivemos no mesmo mundo, e o que acontece com o Goldman Sachs ou o que algumas pessoas fazem em Wall Street pode me fazer sofrer aqui no Canadá, podem te fazer sofrer no Brasil, na Índia. Vivemos num mundo globalizado e temos que nos acostumar a isso. Não há nada estranho nem engraçado sobre uma pessoa que nasceu na Estônia e vive no Canadá lutar por um sistema diferente nos Estados Unidos.

Postado por Jonga Olivieri às 01:32